quarta-feira, 13 de abril de 2011

Diário de Bordo: Fotografando Skate

“Tão importante quanto relatar investidas de sucesso é reconhecer nosso fracasso. “ – Carlinhos relata sua experiência fotografando skate.

Buenos, no último domingo fui a um parque da cidade fotografar um torneio aberto de skate amador. Fui sem compromisso. Venho fotografando jogos de beisebol por aproximadamente 2 anos, e agora depois dessa experiência com skate, tirei algumas conclusões sobre fotografia esportiva, que seguem abaixo, junto com outros conceitos já consagrados:

1) Fotografia de esporte depende quase que exclusivamente de se ter o equipamento correto e conhecer a modalidade, pois a técnica é muito simples.
2) O equipamento básico seria Tele + Flash. Se necessário, somar um monopé.
3) A técnica basicamente consiste em alta velocidade de obturador para congelar, ou velocidades menores para sugerir movimento. Soma-se a isso o uso de grandes aberturas para isolar o assunto e foco constante (Al Servo para os Canons).
4) Ai vem a parte difícil... “conhecer a modalidade”. Sem isso não se sabe onde se posicionar, e não se consegue antever as oportunidades de boas fotos. Ou seja, sem conhecer a modalidade as chances de se fazer uma boa foto são remotas.

E lá chego eu todo gaiato na beira da pista. Não sabia onde me colocar, o que iria acontecer, e nem quando. Isso fora o “fardamento” inadequado... A bermuda caqui e o cabelo penteado indicavam quanto eu era um estranho no ninho. Havia outros fotógrafos (wanna be), até tentei imitar seus posicionamentos, mas foi em vão.

Então, por último concluo que certa afinidade com a modalidade também é importante. E naquele contexto com o qual eu nada me identificava, fiz meia foto só para não voltar de mãos abanando, juntei a tralha e caí fora.



Boas fotos para vocês!
Aquele abraço

domingo, 10 de abril de 2011

Rapidinhas: Rio & Inverso do Quadrado

Vamos dar uma rapidinha para não perder o costume?

Cinema: Rio (Carlos Saldanha, 2011):

- Fomos ontem prestigiar a animação “Rio”. Somos suspeitos para falar, pois temos uma queda muito forte por animações... Mas se nossa opinião vale, achamos essa maravilhosa! Muito bem feita, um verdadeiro capricho. A história segue o formato Saga do Herói em sua configuração mais clássica. Chama a atenção o respeito e riqueza de detalhes com que as paisagens e características do Rio de Janeiro foram retratadas. Vale a pena ver.



Fotografia: Teorias de iluminação – A regra do inverso do quadrado

- Quem tem nos acompanhado já deve ter notado o alto valor que damos a teoria. Na opinião deste blog só através do domínio da teoria se pode gozar de liberdade criativa, pois como os grandes artistas bem descrevem, a arte é muito mais transpiração do que inspiração. Trocando em miúdos, do que serve vislumbrar maravilhosas fotografias se não se sabe como capturá-las?

Sem mais divagações, recomendamos mais um ótimo tutorial da Adorama TV, desta vez abordando um tópico que curiosamente não figura na maioria dos cursos e livros de fotografia: o efeito da distância da fonte sobre a iluminação do assunto.



Abraços e boas clicadas.

domingo, 3 de abril de 2011

Valorize seu tempo e seu rico dinheirinho II – Cursos de fotografia básica

“Por conta do advento da captura digital a fotografia é o hobby que mais cresce no mundo.”

Praticamente unânime entre aqueles que pretendem se iniciar nesse hobby é a idéia de que é indispensável fazer algum tipo de curso de iniciação em técnicas básicas, O QUE É UMA GRANDE BESTEIRA!!! Existe uma infinidade de cursos e tutoriais on-line absolutamente GRATIS, que ensinam tudo que se precisa saber sobre técnicas básicas. Ou seja, se você está iniciando em fotografia recomendamos aprender o básico de graça na internet e economizar algumas centenas de reais que podem ser muito melhor aplicados na compra de seus primeiros equipamentos.

Vamos até lhe poupar o tempo de googlear as técnicas básicas, sugerindo-lhe por onde começar:

1) Curso de fotografia Tripode – totalmente for free no youtube (em espanhol, mas muito fácil de entender):
http://www.youtube.com/watch?v=2Hm3l8XHCMI
Em tempo, infelizmente estão retirando alguns módulos do youtube...

2) Karl Taylor's FREE DSLR Photography Course – (em inglês)
http://www.karltaylorphotography.com/free-photography-course.htm
Karl Taylor’s é, em nossa opinião, um equivalente ao Tripode, porém em inglês. O que ambos em comum é a ordem extremamente organizada e eficiente em que os tópicos são apresentados.

3) Adorama Learning Center (em inglês)
http://www.adorama.com/alc/
Esse é mais estilo biblioteca, ou seja, é ainda mais rico que os dois acima, em termos de conteúdo, mas não está organizado de forma programática.

Recomendamos as fontes acima, pois as conhecemos bem e as utilizamos com freqüência. Há muitas outras fontes de igual qualidade, e inclusive em português, basta procurar na internet. Asseguramos que, com 1 hora de dedicação diária é possível aprender as técnicas básicas de fotografia em 2 semanas – juramos de pés juntos!

Por outro lado, reconhecemos que algumas pessoas, terão maior (e real) necessidade de um curso presencial. Neste caso, é necessário tomar muitíssimo cuidado, pois infelizmente a maioria dos cursos básicos é pura picaretagem. Alguns chegam a ter a cara-de-pau de durar 6 meses e até um ano (... e seu suado dinheirinho indo embora mês a mês)! Obviamente para durar tudo isso é necessário encher muita lingüiça. Um exemplo clássico de picaretagem é começar o curso pelas pré-históricas técnicas de câmera “Pinhole” – isso equivale a alfabetizar uma criança começando pela escrita com carvão em placas de pedra.

Portanto, ao escolher um curso presencial, certifique-se de que o mesmo tenha duração máxima de 15 horas aula e cubra, no mínimo, EXPOSIÇÃO MANUAL, ou seja, Abertura do diafragma, Velocidade do obturador, Sensibilidade ISO e leitura do Fotômetro interno – esse é o básico do básico em fotografia, lembre-se disso!

Voltamos em alguns dias.

Abraços

domingo, 20 de março de 2011

Valorize seu tempo e seu rico dinheirinho I - Introdução

Mais uma vez farei uma pausa na série sobre Profundidade de Campo. Dessa vez para falar de assuntos extremamente nobres: tempo e dinheiro!

Fotógrafos, principalmente os hobistas e entusiastas, aparentemente tem uma tendência natural para o consumismo. Com facilidade torramos nosso dinheiro em material, equipamento e cursos inúteis. Da mesma forma, aparentemente gerenciamos mal nosso tempo – embora essa seja uma observação um pouco mais subjetiva.

Pensando nisso iniciamos uma série de posts para discutir os desafios de gerenciar nosso tempo e nosso orçamento. Não é nossa pretensão fornecer uma receita para o sucesso, mas sim, sugerir uma reflexão mais aprofundada sobre esses assuntos.

Essa série deve durar alguns posts, mas quero adiantar a conclusão, que é óbvia: Pense antes de agir, seja menos compulsivo e pare de gastar seu tempo e dinheiro de forma inútil!

Grande abraço

Nos vemos em alguns dias.

sábado, 12 de março de 2011

Profundidade de campo II – Aspectos práticos



No primeiro artigo desta série definimos Profundidade de Campo e vimos quais fatores a afetam. O gerenciamento destes fatores é geralmente intuitivo. Vejamos:

• Abertura: “Para menos foco abra, para mais feche”.
• Distância focal (Lente objetiva): “Quanto mais tele, menos foco; quanto mais grande-angular, mais foco”.
• Área do sensor: A profundidade de campo cresce na seguinte ordem – Compactas> APS-C&> APS-H> Full Frame> Médios formatos> Grandes Formatos. Se você gosta de fundo desfocado, desista das compactas.
• Dimensão da imagem final: Se o destino final da foto for o meio digital (leia internet), não se preocupe com este fator. Nesta escala é possível até fazer pequenos ajustes na edição.

E o mais importante:
• Distância ao foco crítico: Note que este á o fator que isoladamente tem mais influência (“ao dobrar a distância em relação ao assunto em foco a profundidade aumenta 4 vezes”). Portanto, se quiser menos em foco, chegue mais perto; se quiser mais, afaste-se. Em outras palavras, lembre-se: “Quanto mais longe do assunto, mais difícil é desfocar o fundo”.

Na prática, para conseguir aplicar o foco seletivo, ou seja, colocar apenas o assunto em foco aparente tente aliar a seguinte configuração: Utilize objetivas a partir de 50mm (para full frame, ou 30mm para APS-C), abra o diafragma e chegue o mais perto possível.

Profundidade de campo é um tópico interessantíssimo e extenso. Mas, por hora ficaremos apenas com estes conceitos básicos. No futuro se possível voltaremos para debater outros aspectos, como Hiperfocal, Macro, Difração etc.

Enquanto isso, quem deseja saber mais sobre profundidade de campo, principalmente sobre a teoria envolvida, eu recomendo visitar a Wikipédia, que apresenta profundo detalhamento – até mais detalhado que o capítulo deste tópico no livro do Ansel Adams.

http://en.wikipedia.org/wiki/Depth_of_field

Para finalizar esta série, no próximo artigo apresentaremos duas simulações para demonstrar que é, sim, possível fazer belos retratos, com fundo desfocado, mesmo usando a tão achincalhada “lente do Kit”.

Até

quarta-feira, 9 de março de 2011

Pausa para um Open House – Agora estamos no Flickr!

Bom, pessoal, passou o carnaval, então agora é pra valer... Feliz 2011!

Como parte do plano de metas para este ano estou reativando minha conta no Flickr.

Isso significa que os interessados poderão encontrar algumas amostras dos ensaios produzidos por mim em http://www.flickr.com/photos/minduinfix/.

Dessa vez, prometo postar fotos novas com maior freqüência.

Também é possível procurar minhas fotos pela Tag “Carlos Silva”, embora eu não recomende este método dado que meu nome é muito comum.

Além disso, também continua ativa a conta no Picasa, que é voltada exclusivamente para cobertura fotojornalistica da prática de Beisebol no Brasil. https://picasaweb.google.com/beisebolbr

Quando puderem, façam uma visitinha.

Abraços

terça-feira, 8 de março de 2011

Profundidade de campo I – A teoria



Certamente a primeira epifania após a aquisição de uma DSLR é a descoberta da profundidade de campo – propriedade que permite o uso do foco seletivo, ou seja, colocar apenas o assunto em foco, deixando o fundo, por exemplo, fora de foco.
Na realidade, há apenas um plano à frente do sensor e paralelo ao mesmo, no qual os objetos estão teoricamente no foco (nas aulas de física chamamos este plano de “foco objeto real”, nas aulas de fotografia chamamos de “foco crítico” – trata-se da mesma coisa). Mas, para nossa sorte, a fotografia não á tão precisa e rigorosa quanto a óptica geométrica. Assim, há certa fatia de espaço à frente e atrás do foco na qual os objetos podem ser fotografados com satisfatória nitidez. O tamanho, ou largura, desta fatia é chamada de “profundidade de campo” (sugestivo, não?).

Quanto maior a profundidade de campo, mais extenso será o espaço em que se podem fotografar objetos com nitidez.




Os fatores que afetam a profundidade de campo são:

1) Abertura: A profundidade de campo é diretamente proporcional à abertura do diafragma, portanto, dobrando o número f, dobra a profundidade de campo.
2) Distância ao foco crítico: A profundidade de campo é diretamente proporcional ao quadrado da distância ao assunto que se encontra no foco crítico, ou seja, ao dobrar a distância em relação ao assunto em foco a profundidade aumenta 4 vezes.
3) Distância focal (Lente objetiva): A profundidade de campo é inversamente proporcional ao quadrado da distância focal. Conseqüentemente, ao passar de uma objetiva 100mm para uma 50mm a profundidade de campo aumenta 4 vezes, por exemplo.
4) Área do sensor (ou seja, a dimensão da imagem capturada): A profundidade de campo é inversamente proporcional à área do sensor (grosso modo, “tamanho do sensor”). Quanto menor o sensor, maior a profundidade de campo. Por isso é tão difícil usar foco seletivo com câmeras compactas que apresentam sensores pequenos.
5) Dimensão da imagem final: Quanto maior a ampliação naturalmente menor será a nitidez dos objetos fora do foco crítico, portanto, menor será a profundidade de campo.

Para calcular a profundidade de campo é necessário ainda definir o nível de nitidez satisfatória, conforme mencionado acima. Para isso utilizamos o parâmetro chamado de “Circulo de confusão”, que quantifica nível de detalhe expresso na fotografia e percebido por nossos olhos. Resumidamente, trata-se da área da representação gráfica de um ponto luminoso. Com a perda da nitidez o ponto luminoso passa a ser representado por um halo (círculo de confusão), ou seja, quanto maior a nitidez, menor será o círculo de confusão. Por convenção, considera-se um círculo de confusão de diâmetro igual a 0,035mm para o limite de nitidez satisfatória.

As objetivas de distância focal fixa costumavam apresentar uma escala de profundidade de campo, o que se perdeu com o advento das objetivas zoom. Por outro lado, hoje existem inúmeras tabelas de auxílio e até aplicativos para celular para o cálculo da profundidade de campo.

Portanto, não é necessário saber calcular a profundidade de campo na ponta do lápis, porém, é muito importante conhecer os fatores envolvidos e saber como controlá-los para o melhor planejamento de nossas fotos.

No próximo artigo apresentaremos algumas dicas e aspectos práticos.

Abraços e boas fotos.